Como professores e responsáveis podem apoiar a volta do ensino presencial

Como professores e responsáveis podem apoiar a volta do ensino presencial

Qual será o futuro do ensino pós-Covid-19? Qual o destino da educação de  maneira presencial? Estas são algumas das principais perguntas de professores e responsáveis que já estão ansiosos devido à previsão da volta às aulas de forma tradicional nos próximos meses (sete Estados brasileiros devem retomar o calendário escolar entre agosto e setembro). Mas, como o corpo pedagógico e administrativo de uma escola pode agir para que esta “volta à normalidade” possa ocorrer de maneira ordenada e mais segura?

Além de pensar em estratégias, soluções, gestão de crise financeira, tomada de decisão e atendimento da comunidade escolar, diretores e coordenadores também precisam se envolver no novo processo, que exige atenção e mais segurança para todos os seus colaboradores.  A Zoom Education traz para você algumas dicas e tendências já testadas em países como Nova Zelândia que estão ajudando a apoiar as novas demandas de saúde e evitar a evasão e o atraso no currículo escolar.

1. Preparar um plano de medidas de saneamento para a volta das aulas presenciais

Na Nova Zelândia, no retorno às aulas presenciais, em maio, as escolas reforçaram as medidas de higiene. Uma das ações tomadas foi a limpeza redobrada dos equipamentos de educação física e a suspensão de atividades esportivas em grupo. A orientação é reforçar as medidas de higiene para que não seja necessária uma separação ainda mais rigorosa.

Nestas instituições, os alunos estão sendo estimulados a lavar as mãos frequentemente, levar uma toalha própria para secá-las, não compartilhar material escolar e usar álcool em gel. Por outro lado, estudantes e educadores que tiverem qualquer sintoma de gripe, mesmo apenas um nariz escorrendo, devem permanecer em casa.

Outra alternativa utilizada no ensino infantil foi a criação de vídeos divertidos para ensinar medidas de higiene às crianças, como lavar as mãos corretamente e com frequência e cobrir a boca ou o nariz com o braço na hora de tossir ou espirrar.

É importante salientar ainda que tudo o que acontece dentro da escola com os alunos é de responsabilidade da instituição de ensino. Assim, todo o corpo administrativo e pedagógico da escola precisa preparar o ambiente escolar para a volta do ensino presencial seguindo as medidas de saneamento recomendadas pelos órgãos oficiais da saúde, especialmente com a disponibilização dos materiais recomendados, como álcool gel e máscaras, além de capacitar todos os educadores com relação aos procedimentos e protocolos recomendados para a COVID-19 que estão sendo instituídos pelos órgãos responsáveis.

2. O uso de escalas para evitar aglomerações

O retorno às aulas deve ocorrer parcialmente, com o uso de escalas por turma ou por alunos de acordo com as medidas adotadas pelas autoridades no assunto. Na Nova Zelândia, alunos e professores ficaram separados por um período de oito semanas e uma das medidas mais comuns para evitar aglomerações foi a determinação de diferentes horários de entrada, saída e intervalo para diferentes grupos de alunos.

Naquele país, várias instituições também solicitaram que pais e responsáveis se despedissem dos filhos no portão da escola e que alunos mais velhos ficassem responsáveis por buscar os irmãos mais novos na sala de aula. E, se geralmente os alunos são estimulados a trabalhar em grupo, agora as carteiras estão enfileiradas no modo mais tradicional para aumentar a distância.

3. Disponibilizar recursos para amenizar o impacto emocional que a pandemia causou nos alunos e acolher e capacitar os educadores para enfrentar esta nova realidade

As instituições de ensino devem estar prontas para encorajar crianças e jovens a expressarem seus sentimentos a fim de entender e assimilar o que aconteceu no mundo e a se reconectarem uns com os outros de forma presencial. É importante que educadores não exijam dos alunos que apenas voltem a ser e a agir exatamente igual ao que éramos antes da pandemia.

Bons frutos também podem ser colhidos após todo o cenário de dificuldades que passamos e ainda estamos passando. É interessante que a escola se preocupe em disponibilizar atendimento psicológico e treinamento e acolhimento aos educadores, com foco principal nas crianças do ensino infantil, que ficaram pelo menos 4 meses sem ver os amiguinhos e os professores. É preciso muita atenção para desestimular em sala de aula a criação de medos e futuras fobias envolvendo a Covid-19.

4. Elaborar cronograma de reposição

É importante que a instituição de ensino construa um cronograma de reposição do conteúdo pedagógico visando a volta do ensino presencial e não deixando de fazer o levantamento da real carga horária a ser reposta, considerando a carga horária contratada, levando em consideração o mínimo de 800 horas/ano.

Para alunos do ensino fundamental e médio é interessante que a escola realize uma avaliação diagnóstica a partir dos conteúdos ensinados por meio de atividades remotas, que deverá ser aplicada no retorno das aulas. A ideia é avaliar a efetividade do ensino a distancia individualmente, identificar onde é preciso focar e como auxiliar cada estudante na volta das aulas presenciais.

5. Repensar o planejamento anual para a volta do ensino presencial

A proposta deve ser de enxugamento dessas atividades, para uma possível concentração na reposição de conteúdos e atividades essenciais. Lembrando que o Conselho Nacional de Educação deliberou recentemente flexibilizando a realização de 1 hora/aula a mais por dia ou ministrar aulas aos sábados e feriados.

Tendo sido construido um novo calendário, com as datas definidas para realização das aulas, é preciso estruturar um plano de reposição recuperando possíveis conteúdos atrasados devido à quarentena – considerando conteúdos que são pré-requisitos para o próximo ano e os secundários.

Conteúdos secundários podem ser ensinados em atividades extras de forma diferenciada por meio de projetos, pesquisas diversas, entre outros, de maneira interdisciplinar, usando o contraturno dos alunos na escola ou sendo realizados em casa.

6. Montar uma estratégia de comunicação com pais e responsáveis para a volta ao ensino presencial

Depois da sua instituição já ter pensado em todos os itens que citamos anteriormente,  agora é hora de comunicar para pais e responsáveis sobre este planejamento e  programações, de maneira simples e assertiva. Para isso é preciso orientar pais, alunos, funcionários e professores sobre procedimentos, protocolos e possíveis consequências da pandemia que vivemos.

Outra estratégia é desenvolver campanhas de comunicação a serem implantadas nas redes sociais (posts, vídeos, infográficos, animações) e na escola (cartazes e orientações gerais) com relação aos procedimentos a serem adotados e seguidos por todos.

Em todas estas ações, use uma linguagem motivadora que passe confiança aos alunos, estimulando consciência, mas sem causar pânico ou medo. Estas medidas ajudarão no combate à evasão escolar e no fortalecimento da relação família-escola. A tecnologia deve se tornar uma aliada contínua (e não só em tempos de pandemia).

Foque na capacitação e acolhimento dos educadores, pois são eles que farão a ponte entre de tudo que foi planejado e o aluno na sala de aula. Os educadores são a chave para que estas estratégias sejam implementadas de forma adequada e que o processo de volta ao ensino presencial seja um sucesso na sua instituição.

Gostou das nossas dicas? Você pode conferir mais baixando nosso guia de retorno do ensino presencial, clique no banner abaixo! 🙂

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Por: Equipe ZOOM education

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