Quem são os 2,5 milhões de crianças e jovens que estão fora da escola? - ZOOM Education

Quem são os 2,5 milhões de crianças e jovens que estão fora da escola?

No Brasil, existem 38 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos, dos quais 2,5 milhões não frequentam a escola, número que corresponde a quase o total de pessoas nascidas no país por ano.
Mas, quem são esses jovens?
Com base na PNAD 2015, a maior parte desses jovens (1,27 milhão aproximadamente) tem entre 15 e 17 anos, são do sexo masculino (54%), negros (65,5%), e estão localizados na área urbana (75,2%) do Nordeste (31,4%) e do Sudeste (29%).
Entretanto, se for considerada a proporção de jovens que não estão estudando em relação à população local, a região Norte apresenta 8,3% de evasão, tornando-se a região com o maior percentual de não estudantes.
Um estudo fundamentado em dados divulgados pelo INEP e pela análise da economista Mariana Leite, do IDados, esses jovens podem ser divididos em três grupos.
No primeiro grupo, estão 800.000 crianças de 4 a 6 anos, da zona rural, que nunca frequentaram a escola. O problema trata-se de algumas localidades interioranas não possuírem atendimento à pré-escola, dificultando o acesso dos alunos à educação básica.
Já no segundo grupo, 1,2 milhão de jovens que possuem entre 15 e 17 anos deixaram a escola durante o Ensino Fundamental, e a maioria deles foi reprovada mais de uma vez. Apenas um terço desse grupo trabalha, portanto, não foi a conquista de um emprego que os afastou da escola.
No terceiro grupo, 65% das meninas (200 mil jovens) entre 10 e 17 anos possuem filhos, e não frequentam a escola.
Segundo Priscila Cruz, presidente executiva do Todos Pela Educação, o número representa estudantes “vulneráveis” na sociedade: “Essas crianças que estão fora da escola são exatamente as que mais precisam porque em geral são as deficientes, as mais pobres, e que moram em lugares mais ermos.”.
Para ela, existem diversas razões para a ocorrência da evasão do Ensino Médio, que podem ser resolvidas se a reforma do Ensino Médio for bem implantada. “Trabalho, gravidez precoce, violência e tráfico de drogas, diferentes situações da família. Também tem a questão da repetência múltipla, por isso que a política de progressão continuada é tão importante, é preciso garantir que o aluno aprenda para não repetir de ano”, explica Priscila.

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Por: ZOOM education for life