Por que o estímulo à criatividade é tão importante na educação básica? - ZOOM Education

Por que o estímulo à criatividade é tão importante na educação básica?

“Todas as crianças são artistas. O problema é como permanecer um artista quando crescemos.” A frase de Pablo Picasso e as atuais discussões acerca do incentivo à criatividade e à imaginação no ambiente da educação nos fazem refletir sobre como o potencial criativo infantil é perdido durante a fase adulta, momento em que já estamos acostumados a realizar tarefas mecânicas e burocráticas, mas tão pouco inovadoras.
Então, por que isso acontece? Qual a razão de deixarmos de ser criativos e nos tornarmos somente seres pensantes? Como se dá o processo em que colocamos de lado nossas imaginações e intuições, para pensarmos apenas de maneira linear, lógica e racional?
Na maioria das vezes, somos educados e treinados para não sermos originais. Por exemplo, imagine a cena em que um pai repreende seu filho por ter desenhado um elefante cor-de-rosa voador, por estes não existirem. É neste momento que a criança sofre um bloqueio criativo, e a partir daí se inicia o processo de mecanização de seus pensamentos e atitudes. É importante que as crianças saibam divergir questões lógicas das imaginárias, tendo conhecimento do que é ou não real, mas é igualmente essencial que elas criem e imaginem por meio das brincadeiras.
A Instituição Educacional também possui seu papel na questão do distanciamento da originalidade. Um único sistema de provas e notas faz com que os alunos que possuam diferentes tipos de inteligência da lógica-racional busquem de maneira exaustiva se adaptarem ao método estabelecido para atingir a média escolar. Neste momento, o potencial criativo também é perdido, e os alunos tornam-se desestimulados.
Existe uma diversidade nos tipos de inteligência: lógico-matemática, linguística, musical, espacial, corporal-cinestésica, intrapessoal, interpessoal, naturalista e existencial. Estas devem ser igualmente trabalhadas, incentivando os alunos de diferentes maneiras, incluindo o estudo lógico e também o criativo. Assim, os estudantes adquirem o conhecimento de si mesmos e podem, por livre-arbítrio, decidir o que querem e desejam para si e para o mundo.
Após o período acadêmico, inicia-se o trabalho. Neste momento, os jovens antes criativos já se tornaram essencialmente mecânicos, e por isso o mercado carece de profissionais originais e críticos.
Segundo a pesquisa do Instituto IBM de 2010, mais de 60% dos 1.500 CEOs de 60 países e 33 setores da economia acreditam que a criatividade é a principal habilidade para líderes e para o sucesso futuro.
Em razão disso, temos ciência de como é importante a estimulação dessa competência nos jovens, a começar na infância, momento em que a capacidade imaginária ainda não foi demasiadamente afetada.
Além disso, é necessário que na educação haja um equilíbrio entre racionalidade e criatividade. Devemos treinar a lógica, mas também a imaginação, assim como aprender na teoria e também na prática. Precisamos saber a técnica, e o improviso. As fórmulas e a intuição. A tabuada e a poesia.
“Alike”, escrito e dirigido por Daniel Martínez Lara e Rafa Cano Méndez, é um pequeno vídeo que retrata como a rotina e os padrões da sociedade nos estimulam a perder a capacidade criativa, fazendo com que deixemos de dar valor aos detalhes simples do cotidiano, tornando nosso mundo menos colorido e feliz. O play vale a reflexão.

Powered by Rock Convert
Por: ZOOM education for life