Ivan Seidel: Conheça a trajetória do Campeão Mundial do Torneio First LEGO League de Atlanta - ZOOM Education

Ivan Seidel: Conheça a trajetória do Campeão Mundial do Torneio First LEGO League de Atlanta

Conhecido nos Torneios de Robótica, Ivan Seidel já foi competidor, juiz e criou o sistema que gerenciou 27 ligas de robótica na RoboCup WorldCup Brasil e na Olimpíada Brasileira de Robótica.

Hoje, Desenvolvedor da TendaDigital, empresa que realiza co-working na ZOOM education for life, Ivan nos fornece uma entrevista sobre a sua trajetória, que o tornou campeão mundial do Torneio First LEGO League (FLL) em Atlanta.

Ele também nos conta um pouco sobre a importância do Open Source – conceito de software livre, em que a informação é disponibilizada em rede e pode ser utilizada por qualquer usuário – tema já palestrado por ele em faculdades de engenharia e eventos de robótica.

Qual foi o seu primeiro contato com a Robótica? Como tudo começou?

Meu primeiro contato foi com 11 anos, com um amigo. Ele tinha robótica na escola dele, mas eu não tinha, pois naquela época o acesso à robótica era limitado. Depois, resolvemos abrir uma equipe de garagem, sem vínculo com a escola – a Emerotecos. No início, aprendi muito com a equipe mesmo. Foi assim que começamos e conquistamos o primeiro lugar nos torneios regional, nacional e mundial da FLL.

Como a sua família se portava diante da sua curiosidade de aprendizado?

Minha mãe é artista plástica, então ela sempre me incentivou a criar e não a copiar, além de dizer sempre para eu não ouvir quando as pessoas diziam que eu não conseguiria realizar algo.

Como foi a experiência de ter passado de um competidor e ter se tornado um juiz de Torneio de Robótica?

Aos 15 anos, eu deixei de competir na FLL. Me tornei juiz e foi assim que conheci o trabalho da ZOOM mais de perto, empresa com mais de 21 anos de experiência na transformação do mundo por meio da educação,  tornando-a líder de mercado nos segmentos de robótica, cultura maker e STEM.

Foi a partir daí que você passou a ter um relacionamento mais estreito com a ZOOM?

Sim. Me voluntariei a fazer parte da empresa, e ia algumas vezes ao ano para ajudar. Um dos projetos que fiz, foram os QR Codes do Programa, usando técnicas de segurança para evitar que houvesse falsificações de licenças.

Como chegou a demanda para a criação do sistema utilizado nos Torneios de Robótica da Olimpíada Brasileira de Robótica e da RoboCup? 

Os torneios da FLL tinham muitos defeitos. Algumas regras eram traduzidas de forma errada e nos confundiam do certo e errado. Além disso, os juízes escreviam as notas em papel e levavam horas e até mesmo um dia inteiro para serem divulgadas, os rounds aconteciam sem sabermos as pontuações anteriores. Eu sabia que isso atrapalhava o planejamento da equipe, pois já havia nos atrapalhado antes. Foi então que comecei a desenvolver um sistema que “curava” estes erros. Os juízes passaram a anotar as pontuações em seus tablets, e instantaneamente já eram computadas e lançadas nos displays de pontuação. Também integramos com redes sociais e o texto aparecia no telão, gerando interação. Ajudei também a garantir a precisão na tradução das regras. Basicamente resolvi os problemas que mais me incomodavam na época.

Já a RoboCup realizou o torneio aqui no Brasil, em João Pessoa, e eu fui chamado para criar um sistema que seria utilizado em todas as ligas do Torneio, por isso, ela deveria ser genérica. Esse sistema é usado até hoje.

Quando você percebeu que deveria aderir o Open Source?

Nossa equipe ficou impressionada com os valores dos torneios da FLL em Atlanta. Se questionássemos como as outras equipes tinham realizado algo, elas eram abertas e nos contavam. Lá, eles prezam o compartilhamento de conhecimento.

Reconhecemos isso e passamos a disponibilizar de forma online todas as nossas criações. Conhecimento é aberto e ninguém é dono dele, então, porque alguém deveria privá-lo do outro?

Compartilhando, nós poupamos o tempo das pessoas. Software, eletrônica, projetos de mecânica, tudo que fazemos é compartilhado. Esta é uma forma de agradecimento a todo o conhecimento que a internet nos proporcionou. Além disso, ao tornarmos algo público, já aumentamos a qualidade da nossa criação, já pensando na quantidade de pessoas que irão vê-la.

Você possui um canal no Youtube com mais de 11 mil inscritos. Como surgiu a ideia de compartilhar seus conhecimentos por lá também?

Eu sempre gostei de editar vídeos, então eu postava no Youtube tudo que havia aprendido e não tinha encontrado na internet. Mas não considero um canal, porque não faço postagens com periodicidade (risos).

Aqui, você confere uma vídeo entrevista que realizamos com o Ivan:

Powered by Rock Convert
Por: Giovanna Liviero
6 Comments