Atividades Maker, como elas ajudam no desenvolvimento do estudante! - ZOOM Education

Atividades Maker, como elas ajudam no desenvolvimento do estudante!

Atividades Maker tem foco no desenvolvimento de competências e é uma das linhas mestras da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, de acordo com o documento, esse é o caminho para o compromisso com a educação integral. O aprender fazer – ou saber fazer – considera a mobilização dos conhecimentos adquiridos, das habilidades, dos valores e das atitudes para que sejam resolvidas as demandas da vida cotidiana. Totalmente alinhada com esse contexto, a Cultura Maker traz uma nova proposta de trabalho às escolas que enfatiza atividades práticas e que levem em consideração a realidade cotidiana dos alunos. 

Engajamento

Na Cultura Maker, o papel do aluno é ativo na busca do conhecimento e é dessa maneira que se dá a construção do saber. Através de atividades práticas, de tentativas baseadas em erros e acertos e tendo o professor como mediador do processo, o aluno passa a ser protagonista do seu desenvolvimento intelectual e pessoal. Como as atividades devem acontecer em grupos, a interação entre alunos, o processo de troca de informações e o desenvolvimento da habilidade de ouvir diferentes opiniões e se dispor ao debate também são destaque nesse trabalho. 

Interdisciplinaridade

É importante ressaltar que as atividades maker não devem ser tratadas de maneira isolada por cada disciplina. Ao contrário, quanto mais conceitos utilizados e maior a interação entre as diversas áreas do conhecimento, melhor! Dessa maneira, o resultado ao final de um semestre ou um ano de trabalho será a integração de vários conteúdos e o desenvolvimento integral do saber. E, claro, alunos com uma visão muito mais ampla de todos os conhecimentos adquiridos. 

Fixação de conteúdos

O trabalho com atividades maker se mostra uma alternativa altamente eficiente quando o assunto é fixação de conteúdos. No lugar de revisões da disciplina ou de listas de exercícios, as atividades práticas reforçam, em tempo real e partir dos resultados apontados pelos próprios alunos, o que eles já aprenderam através dos livros ou das aulas ministradas pelos professores. 

Espaço de criação

O ideal é que se tenha uma área dedica às atividades (que pode ser um espaço fora da sala de aula ou um laboratório). O importante é que seja um local em que os alunos possam realizar atividades práticas, desde montagens utilizando sucatas até construção de objetos com impressoras 3D. Mesmo com poucos recursos disponíveis, é possível aplicar o conceito maker em sua escola; afinal, uma de suas premissas é que o trabalho precisa partir da realidade dos alunos. Como se vê, a Cultura Maker é democrática e pode ser aplicada às mais diferentes realidades. 

Planejamento

Ao incluir as atividades com foco no aprender fazer em sua grade, é essencial que ela siga uma programação. Será papel do professor orientar sobre as etapas a serem cumpridas, os prazos estipulados (inclusive o prazo para conclusão) e construir um roteiro em conjunto com os alunos para o cumprimento do projeto. Não existe um período pré-estabelecido de duração de uma atividade maker, mas, o importante é delimitar onde ela começa, qual o período necessário para o seu desenvolvimento e quando ela deve ser concluída. 

Solução de problemas

As atividades maker não seguem manuais prontos para construção de objetos (ou sistemas): elas devem partir de questionamentos levantados pelo professor, que também propõe o desafio a ser construído. Com base em seu repertório, nos materiais disponíveis e na pesquisa que precisa ser realizada para adquirir o conhecimento que ainda não existe para realizar a tarefa, o estudante desenvolve a habilidade para solucionar problemas. E, o melhor, faz isso em grupo – situação que será bastante comum ao longo de sua vida. 

Autonomia

Ao buscar os próprios caminhos para resolver um problema, o aluno assume a responsabilidade pelos resultados finais apresentados. E, quando o assunto é Cultura Maker, esse resultado é real, construído a partir da prática do próprio estudante. Dessa maneira, ele desenvolve a autonomia – tanto para tomar decisões quanto para responder pelo seu próprio objeto. 

Consciência sustentável

A partir das atividades maker, a orientação para utilização inteligente e sustentável de recursos passa a ser reforçada. Com base em projetos interdisciplinares e focando em reaproveitamento de materiais, desenvolve-se a consciência para as questões de preservação e cuidados com o meio-ambiente. 

Pensamento crítico

Ao trazer um novo olhar para o processo de ensino e aprendizagem, a inclusão de atividades maker na escola tira o foco do modelo tradicional de estudos e estimula nos jovens a capacidade de pensar além do proposto. Da mesma maneira, incentiva o questionamento e fornece ferramentas para o desenvolvimento do pensamento crítico – habilidade de extrema importância na formação cidadã. 

Habilidades Socioemocionais

Durante a jornada do aprender-fazer, além dos conhecimentos adquiridos, uma série de habilidades socioemocionais são trabalhadas de maneira simultânea. Além das já citadas aqui – como a autonomia, o planejamento, a integração e a capacidade de solucionar problemas, por exemplo – o aluno é estimulado a usar sua criatividade, aprender sobre a importância de debater ideias e aprender com os outros. Todas essas competências serão de extrema importância em situações futuras, sejam na vida pessoal ou na profissional. 

Mão na massa!

Antes de colocar a turma toda para produzir, é preciso que o professor faça uma contextualização inicial e indique os caminhos de trabalho que os alunos vão seguir. É importante frisar o caráter interdisciplinar que um projeto baseado na cultura maker precisa ter. Com base nos conhecimentos prévios, e seguindo o roteiro pré-estabelecido… que comecem as atividades práticas! Separamos alguma propostas temáticas que podem ser trabalhadas dentro da premissa do aprender-fazer:

  • Horta comunitária
  • Objetos/estruturas com sucata
  • Objetos com impressora 3D
  • Programação/robótica
  • Circuitos
  • Sistemas 
  • Robótica
  • Maquetes

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Por: Equipe ZOOM education

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